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4 julho 2023
Programa Conferência Ensino Superior e Investigação
As universidades, inicialmente, tinham poucas preocupações com a investigação e o doutoramento não se baseava em investigação original. As dissertações doutorais nos tempos da Idade Média, Renascença e Reforma visavam mais mostrar a erudição dos candidatos do que a sua capacidade para produzir investigação aceitável e inovadora. Foi nas universidades de Halle (fundada em 1694) e de Göttingen (1734) que foram introduzidas algumas inovações, como o requisito de que os professores, para além de ensinar, também tinham de investigar. E alguns professores começaram a ensinar com base no seu próprio trabalho, em vez de explicar um texto ou recapitular uma tradição, transformando a cátedra num lugar de conhecimento novo. A criação, em 1810, da Universidade de Berlim por Wilhelm von Humboldt é considerada, por muitos, como o primeiro exemplo de uma universidade moderna de investigação. Humboldt estava ciente de que os académicos produziam pouca investigação de relevo, embora alguns dos mais brilhantes pensadores alemães estivessem nas universidades, o que apontava, como solução, para a combinação do ensino com a investigação. Humboldt escreveu que o instrutor universitário deixou de ser o professor e os estudantes deixaram de ser os ensinados. Pelo contrário, os estudantes deviam fazer investigação sob a orientação do professor. O modelo Humboldtiano de ensino superior não se propunha preparar os alunos para o emprego, ou para responder às necessidades imediatas do mercado de trabalho, ou da sociedade em geral. Pelo contrário, tinha por objetivo proporcionar uma combinação de educação e de conhecimentos, tornando os estudantes capazes de florescer na sua sociedade e de adquirir maturidade moral e emocional para serem, quer parte de uma equipa, quer para terem autonomia pessoal [o conceito alemão de Bildung]. Segundo Humboldt, o Bildung e a experiência de vida deviam capacitar os estudantes para que fossem capazes de organizar por si próprios as futuras vidas profissionais. Segundo a OCDE (1988) o ponto de partida do modelo de Humboldt não é, nem a utilidade económica ou social, nem o estudante como cliente, nem a instituição como prestadora de serviços. Pelo contrário, é a missão da comunidade académica de criar e disseminar o conhecimento. Segundo Michael Ash, Humboldt morreu de muitas mortes, mas foi ressuscitado outras tantas vezes. Entre os assassinos de Humboldt estará, certamente, o processo de Bolonha. Em 1997 o Ministro Alemão da Educação, Ciência, Investigação e Tecnologia, um dos signatários da declaração da Sorbonne proclamou, num Conselho de Reitores, a morte de Humboldt. Para esta morte contribuíram, quer a massificação do ensino superior, quer o processo de Bolonha com uma visão instrumental de um ensino superior virado para as necessidades imediatas do mercado de trabalho. Temos hoje sistemas massificados, com grande diversidade de instituições, em que subsistem universidades de investigação de renome mundial nas quais ainda vagueia o fantasma de Humboldt. Nestas condições, surge naturalmente uma interrogação: é possível assegurar um nível adequado de investigação em todas as instituições de um sistema massificado ou, pelo contrário, os recursos de investigação devem estar concentrados num pequeno número de instituições de elite? O que cria um novo dilema já apontado por Piketty, o da hipocrisia do ensino superior ao propor a ilusão de que todos têm as mesmas hipóteses de êxito independentemente da instituição de ensino superior que frequentaram.
27 junho 2023
Datas limite submissão requerimento de atribuição de bolsas 2023
Sou futuro estudante
Sou estudante
21 junho 2023
Relatório Alfredo | Abril 2023
21 junho 2023
Relatório Alfredo | Maio 2023
16 junho 2023
Nicholine Frølich - Higher Education and Academic Careers Women's path to positions in academia | Conferência: Ensino Superior e Carreiras Académicas
16 junho 2023
Teresa Carvalho - Os académicos num novo ambiente de trabalho: O efeito da Nova Gestão Pública nas condições de trabalho | Conferência: Ensino Superior e Carreiras Académicas
A criação da sociedade do conhecimento, especialmente na Europa, tem se baseado em princípios e valores de gestão que resultaram numa profunda e pronunciada segmentação e estratificação da carreira académica com base nos seus papéis na divisão académica do trabalho e nas suas condições de trabalho. É importante salientar que a profissão académica sempre se caracterizou por uma forte segmentação, o que parece estar em causa é precisamente uma maior diversidade de estruturas internas que potenciam a estratificação, que poderá estar a ser usada como uma estratégia de PROFISSIONALIZAÇÃO, já que permite manter a auto regulação o estatuto e o prestígio do grupo profissional.
15 junho 2023
Cristina Sin - O “inbreeding” nas Universidades portuguesas | Conferência: Ensino Superior e Carreiras Académicas
12 junho 2023
Doutoramentos em Portugal
Este trabalho foi sugerido aos autores por Alberto Amaral, Presidente da Comissão Independente para a avaliação da aplicação do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (Despacho n.º 764/2023, de 16 de Janeiro, Diário da República n.º 11/2023, Série II de 2023-01-16, páginas 93 – 94). No entanto, a responsabilidade pelo trabalho e as suas conclusões pertencem unicamente aos autores.
30 maio 2023
AVISO: Concurso para apresentação de candidaturas Programa de Promoção de Sucesso e Redução de Abandono no Ensino Superior
O Programa de Promoção de Sucesso e Redução de Abandono no Ensino Superior tem como objetivo estimular o desenvolvimento de mecanismos de apoio à integração académica dos novos estudantes e à promoção do seu sucesso, pela adoção de práticas inovadoras de ensino e aprendizagem e pelo fortalecimento das práticas de autoaprendizagem e de trabalho em equipa.
29 maio 2023
Lista de Vagas dos Concursos Especiais e Regimes Especiais de Acesso ao Ensino Superior e Privado 2023
28 maio 2023
Vagas dos Concursos Especiais e Regimes Especiais de Acesso ao Ensino Superior e Privado
São divulgadas a partir do próximo dia 28 de maio as vagas dos concursos especiais e regimes especiais de acesso ao ensino superior público e privado no ano letivo 2023-2024, completando-se assim a fixação de vagas de todas as vias de ingresso em instituições públicas e privadas.
23 maio 2023
Programa Conferência: Ensino Superior e Carreiras Académicas | 14jun23 - Universidade da Maia
16 maio 2023
Christine Musselin - Are universities specific organisations? - ConferÊncia Autonomia e governo das IES segundo o RJIES
15 maio 2023
António Magalhães | O RJIES e a reforma da governação e da gestão do ensino superior em Portugal - Conferência Autonomia e governo das IES segundo o RJIES
15 maio 2023
Thomas Estermann | Autonomy Scorecard 2023 - Conferência Autonomia e governo das IES segundo o RJIES
15 maio 2023
Avaliação da Aplicação do RJIES - Redação do Inquérito
9 maio 2023
Lista de Unidades de Alojamento 2022/2023
9 maio 2023
Investigação científica no Ensino Superior (atualização)
As instituições de ensino superior são responsáveis pela maioria das publicações da investigação científica desenvolvida em Portugal e, tal como aconteceu com a componente ensino (número de alunos e de cursos), também a investigação apresentou um crescimento significativo. A Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) é o principal financiador da investigação científica nas instituições de ensino superior e os gráficos 1 e 2 mostram a evolução do seu financiamento entre 2015 e 2022. (WEBSITE Comissão RJIES).
8 maio 2023
Academia PRR
É fundamental, na atual sociedade, capacitar os serviços da administração publica, dotando-os de ferramentas que permitam dar uma resposta mais eficaz aos novos desafios. A Academia PRR propõe dois programas distintos - um redirecionado para as equipas que acompanham os investimentos e outro para as equipas de suporte - que pretendem ir ao encontro das necessidades dos técnicos superiores alocados na Estrutura de Missão Recuperar Portugal, bem como nos Beneficiários Intermediários, Diretos e Finais da Administração Pública. Estas formações, desenvolvidas numa parceria entre o INA e a EMRP, oferecem módulos obrigatórios e opcionais até perfazer o número de horas obrigatório, permitindo, desta forma, que os formandos incidam sobre as matérias mais relevantes para o exercício das suas funções. Após a conclusão de um dos programas, o INA emitirá um certificado de conclusão da formação Academia PRR.
6 maio 2023
Carlos A.V. Costa, (2023) Provedor do Estudante nas IES - uma proposta
A existência de provedor do estudante (PE) nas Instituições do Ensino Superior (IES) em Portugal tornou-se obrigatória por força da aplicação do RJIES. As várias IES regulamentaram o cargo nos respetivos Estatutos e Regulamentos. Estando em curso a discussão sobre alterações a introduzir no RJIES, parece oportuno refletir sobre os principais impedimentos que os provedores enfrentam no cumprimento da sua missão. A sua missão é essencialmente a de velar pelo cumprimento da carta dos direitos humanos num estado de direito democrático que a subscreveu, com o entendimento dos descritores da ENOHE em Innsbruck em 2016 e da declaração dos Ministros do Ensino Superior dos Estados Membros da UE em Roma em 2020.

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